Nissan Frontier 2022 terá chassi desenvolvido para extinta Classe X

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A Nissan Frontier 2022 chegará com um visual modificado, trazendo o novo layout de estilo da marca japonesa, já tendo ela sido exibida de forma parcial num vídeo promocional da empresa, tendo a letra N (de Navara) como referência.

Além do visual, no entanto, a Frontier 2022 terá modificações no chassi. Estas alterações não foram feitas originalmente pela Nissan.

Este chassi teria sido desenvolvido pela Daimler para a Mercedes-Benz Classe X, porém, o modelo sai de cena por falta de apelo comercial.

Alvo de uma disputa de interesses com a Nissan para produção em Córdoba, a base da picape alemã agora ficará sob a carroceria de aço da Frontier 2022.

O projeto da Classe X recebeu alterações da engenharia da Mercedes para adaptar-se aos requisitos da marca alemã, o que a diferenciaria da Frontier e de sua irmã Alaskan.

Motor, câmbio e outros componentes teriam sido modificados também pela Daimler, gerando um conjunto exclusivo. De acordo com fontes de dentro da fábrica argentina, a Nissan prepara a próxima Frontier com esse conjunto da Classe X.

Haverá quatro modelos diferentes, sendo dois Euro 5 e dois Euro 6, ambos com tração 4×2 ou 4×4. O novo chassi será baseado no atual, mas com componentes da Classe X, tendo adicional de barras transversais, inclusive na cabine, que possibilitará a introdução de uma tela de multimídia maior.

Com modificações estruturais que só existiam na Classe X, a Frontier 2022 deve seguir de forma independente da Alaskan que, a princípio, continuará com o chassi atual.

Em dia com as prestações, a Nissan Frontier da geração D23 é um produto que vem evoluindo desde o início. A marca japonesa ousou em reduzir o tamanho do motor, introduzindo até dois turbos. Inovou também ao incorporar uma suspensão traseira de SUV, que dá ao veículo uma dinâmica de condução diferente do tradicional.

Outro ponto é que, mesmo assim, ela tinha detalhes por corrigir, que foram resolvidos posteriormente. Para fechar, mesmo não tendo vendas satisfatórias, por causa de baixa oferta de versões e importação mexicana.

Diante disso, a Frontier retornou com opções conhecidas e passou a vir da Argentina. Resultado? Subiu nas vendas e chegou a passar a “prima” L200 Triton. Futuramente, com uma “genética” germânica, ela pode até subir mais no ranking.

Fonte: Notícias Automotivas