Captur Bose 1.6 CVT: pontos positivos e negativos

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O Captur no Brasil ocupa a posição de modelo mais caro na categoria dos crossovers, acima do recém remodelado Duster. Lançado em 2017, o Captur também é feito sob a plataforma B0 do Logan, Sandero, Oroch e do próprio Duster e reúne as características dos carros da Renault no país: baixa manutenção, espaço interno mas também simplicidade na construção com custo benefício mais interessante no segmento. No entanto, no caso do Captur essas características são menos perceptíveis o que se traduz em pouco volume de vendas: no primeiro semestre foi o nono modelo mais vendido.

No caso do Captur, o Auto Show destaca os pontos positivos e negativos do crossover equipado com motor 1.6SCe de 118cv (gasolina) ou 120cv (etanol) e 16,2kgfm de torque associado ao câmbio CVT X-tronic considerando a versão Bose equipada com itens como luzes em LED, bancos em couro, combinação exclusiva de cores, multimídia Media Evolution, piloto automático, ar condicionado digital com função automática entre outros itens. O preço da versão é R$ 101 mil.

Pontos Positivos:

Um dos pontos de destaque do Captur fica com o design e a generosidade das proporções. Seguindo o estilo europeu, o Captur já tem três anos de mercado e segue com estilo imponente, arredondado e atual. Esse design acaba de mudar um pouco no modelo russo que deve ser oferecido aqui e já fica atrás da versão vendida na Europa que usa plataforma do Clio IV.

Também é um dos maiores do segmento. São 4,32m de comprimento e 2,63m de entre-eixos, um dos maiores do segmento. Ele é quase 10cm maior que boa parte dos competidores do segmento que tem em torno de 4,20m de comprimento.

O porta-malas tem 437 litros e os bancos dianteiros são largos e amplos. É um carro confortável para a família e compartimento de bagagem que é um dos maiores do segmento, bem maior que o Jeep Renegade, líder do segmento por exemplo.

A garantia do Captur é de três anos sendo inferior apenas ao prazo oferecido no Caoa Chery Tiggo 2 (5 anos) e superior a boa parte dos SUVs de sua classe. O custo de manutenção até os 60.000 quilômetros rodados é de R$ 3.500, bem inferior ao Jeep Renegade (R$ 4.500), Tiggo 2 (R$ 4.700) mas não chega a ser o mais barato da categoria, o Nissan Kicks (R$ 2.800)

O motor SCe 1.6 tem torque baixo (16,2kgfm) para movimentar os 1.286kg do Captur. Apesar disso ele é esperto em saídas mas uma relação morosa com o câmbio X-tronic CVT originário da Nissan. Assim o desempenho não é dos melhores. Rodamos 1.000 quilômetros com o veículo e obtivemos média de consumo de 6,89km/litro com etanol.

Em termos de acabamento o Captur é simples e bem parecido com outros carros da Renault com plástico rústico e forrações mescladas somente nas portas dianteiras com apoio de braço revestido em couro. Mas no geral abusa de forrações ocas nas portas, painel e acabamento que pode resultar em vários ruídos ao longo do tempo.

O preço alto é um dos pontos negativos também. Com preços entre R$ 98 e R$ 101 mil, o Captur não é competitivo considerando que nesta faixa de preço há projetos mais modernos como o Volkswagen Nivus (R$ 98,6 mil na versão topo de linha), versões intermediárias do Chevrolet Tracker LTZ 1.0 turbo, T-Cross Comfortline 200TSI e bao parte dos SUVs com motor 1.6 aspirado como Peugeot 2008, Citroën C4 Cactus, Nissan Kicks ou mesmo o Jeep Renegade 1.8 e ainda sobra dinheiro.

Fonte: Autoshow